segunda-feira, 13 de maio de 2013

CEMITÉRIO PERDIDO DOS FILMES B: EXPLOITATION!

Lançamento do livro ocorre durante o IX Fantaspoa - Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre


Acontece no último fim de semana do Fantaspoa, Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre, o lançamento e sessão de autógrafos do livro Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation!, que dá continuidade à série iniciada por César Almeida em 2010 com Cemitério Perdido dos Filmes B (Editora Multifoco). A série tem por objetivo reunir resenhas de filmes de baixo orçamento geralmente ignorados pela crítica, apresentando personagens que escreveram a história do cinema por linhas tortas, pavimentando o caminho para as grandes produções. Nomes como Roger Corman, Russ Meyer, Herschell Gordon Lewis, Joe D’Amato e Jess Franco, que abriram passagens, quebraram tabus e tornaram-se mitos, influenciando até hoje cineastas da estirpe de Tim Burton e Quentin Tarantino.
Agora sob os cuidados da Editora Estronho, o Cemitério Perdido retorna com doze autores renomados do cenário nacional para mais uma jornada cinematográfica sem precedentes, capitaneada por César Almeida.


Nada é obsceno contanto que seja feito com mau gosto.
Russ Meyer

Prepare-se para conhecer um universo lendário e fascinante, cheio de ousadia, paixão, coragem e também muita cara de pau. Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation! é um mergulho radical no lado obscuro do Cinema, das selvas infestadas de canibais aos templos de lutadores no oriente, passando pelas ruas perigosas das grandes metrópoles e padecendo em campos de prisioneiros em terras distantes. Doze corajosos autores se aventuram por 135 filmes de diversos gêneros, relatando com horror, humor e amor o que o Cinema tem a oferecer de mais intenso!


Lançamento do livro Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation! Com a presença dos autores Carlos Thomaz Albornoz, César Almeida, Marco A. S. Freitas e Cristian Verardi.

Quando: Sábado, dia 18 de Maio às 13:30hs, durante o IX Fantaspoa - Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre

Onde: CineBancários - Rua General Câmara, 424 - Centro, Porto Alegre - RS




Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation!

Autores: Autores: Carlos Thomaz Albornoz, César Almeida, Laura Loguercio Cánepa, Leandro Cesar Caraça, Marco A. S. Freitas, Ana Júlia Galvan, Osvaldo Neto, Otávio Pereira, Ronald Perrone, Ismael A. Schonhorst, Leopoldo Tauffenbach e Cristian Verardi
Organização: César Almeida
Editora Estronho
ISBN: 978-85-64590-54-0
Páginas: 224
Formato 18x24cm
R$ 35,00 – preço especial de lançamento no Fantaspoa.


quarta-feira, 6 de março de 2013

Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation! vem aí em Maio. Um lançamento da Editora Estronho.




Nada é obsceno contanto que seja feito com mau gosto.
Russ Meyer


Prepare-se para conhecer um universo lendário e fascinante, cheio de ousadia, paixão, coragem e também muita cara de pau. Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation! é um mergulho radical no lado obscuro do Cinema, das selvas infestadas de canibais aos templos de lutadores no oriente, passando pelas ruas perigosas das grandes metrópoles e padecendo em campos de prisioneiros em terras distantes.  Doze corajosos autores se aventuram por 135 filmes de diversos gêneros, relatando com horror, humor e amor o que o Cinema tem a oferecer de mais intenso!

Carlos Thomaz Albornoz
César Almeida (org.)
Laura Loguercio Cánepa
Leandro Cesar Caraça
Marco A. S. Freitas
Ana Júlia Galvan
Osvaldo Neto
Otávio Pereira
Ronald Perrone
Ismael A. Schonhorst
Leopoldo Tauffenbach
Cristian Verardi

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Vem aí...



Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation!

Com textos de Otavio Pereira, Osvaldo Neto, Leandro Cesar Caraça,Laura Loguercio Cánepa, Cristian Verardi, Carlos Thomaz Albornoz,Leopoldo Tauffenbach, Ismael Schonhorst, Ronald Perrone, Ana Galvan e Marco Antônio S. F.

Organizado por Cesar Almeida.

EM BREVE!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Enfim, um texto inédito!

Resenha de China 9, Liberty 37 no blog O Dia da Fúria


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Entrevista para a TVE

Finalmente no YouTube: minha entrevista para o extinto programa Radar da TVE-RS na época do lançamento do "Cemitério perdido dos Filmes B".

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Capas para DVDs de Biker Movies

Fiz essas capas há algum tempo. Não são grande coisa, mas formam uma coleção bacana :)















quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Conan é Rock and roll!

Pelo menos duas pinturas de Frank Frazetta, concebidas originalmente para livros do Conan, acabaram em capas de grandes dicos de Rock. Mais um motivo para não engolir aquele pseudo-Heavy Metal ridículo no trailer no novo Conan...

Hard Attack, segundo disco da banda Dust. Essa bela imagem apareceu pela primeira vez no livro Conan of Cimmeria (Ace Books).

Beatin' the ods, terceiro disco da banda de Southern Rock Molly Hatchet. Capa criada originalmente para o livro Conan The Conqueror (edição da Ace Books)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Do cinema para os Quadrinhos

Muito se debate sobre as adaptações de Histórias em Quadrinhos para o Cinema. A fidelidade do filme em relação ao material de origem é um dos pontos mais discutidos pelos fãs. A verdade, bastante óbvia, é que a mudança de uma mídia para outra nunca é fácil. Um belo exemplo disso são as Histórias em Quadrinhos originadas de filmes de sucesso. Algum dia alguma delas já prestou? :)










segunda-feira, 4 de julho de 2011

A história se repete...



"Aqui em Hollywood, estamos andando em círculos. Caímos em uma armadilha autoimposta pela nossa dependência de best-sellers, peças teatrais de sucesso, remakes e versões".


Até parece que essa frase foi dita ontem. No entanto, essa declaração foi feita pelo cineasta Fred Zinnemman em 1961, como conta o livro "Cenas de uma revolução".

Para o prazer das pessoas que compartilhavam o pensamento de Zinnemman, anos 60 se provaram revolucionários também no cinema. Será que hoje podemos esperar algo semelhante???

sábado, 4 de junho de 2011

Por coisas desse tipo que eu não jogo fora o meu videocassete

Acabei de assistir o DVD nacional do filme Pat Garrett & Billy the Kid lançado pela Lume Filmes. Infelizmente, a versão contida nesse DVD é a remontagem realizada em 2005, e não a versão de Sam Peckinpah que saiu em VHS no Brasil no fim dos anos 80. Há pouco tempo, essa "versão do diretor" foi lançada nos EUA na caixa Sam Peckinpah's Legendary Westerns (DVD duplo com ambas montagens). Por aqui, temos que nos contentar apenas com a edição bastarda (cujo único mérito é apresentar a tão falada cena de Patt Garrett e sua esposa). Falando nisso, quem foi o idiota que resolveu remontar um filme que já tinha uma belíssima versão definitiva??? Outra pergunta que não quer calar: por que a Lume lançou logo essa versão (detonada em qualquer fórum de cinema ou sessão de comentários das lojas online - como a Amazon) ao invés daquela idealizada por Peckinpah? Falta de conhecimento? Falta de pesquisa?


terça-feira, 3 de maio de 2011

O ataque das sanguessugas gigantes - 1959



Attack of the giant leeches
Diretor: Bernard L. Kowalski
Roteiro: Leo Gordon
Com: Ken Clark, Yvette Vickers, Jan Shepard, Michael Emmet, Tyler McVey, Bruno VeSota, Gene Roth, Dan White
P&B; 62 minutos

Pérola cinematográfica que só poderia vir dos anos 1950, época em que os gêneros Horror e Ficção Científica foram dominados por alienígenas e monstros radioativos. Produzido por Roger e Gene Corman para a American Internatinal Pictures, O ataque das sanguessugas gigantes é um exemplar perfeito do estilo Corman de se fazer Cinema, com pouquíssimos recursos e muita boa vontade.
Em uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos, pessoas começam a desaparecer no pântano. O dono de um mercado (Bruno VeSota) testemunha o ataque de gigantescas sanguessugas à sua esposa adúltera (Yvette Vickers) e ao amante. Como ninguém acredita na história, o homem é preso por assassinato. Depois de outros desaparecimentos, só resta ao xerife (Ken Clark) investigar as águas do pântano. Logo, ele descobre que a radiação lançada ao rio por uma fábrica causou uma mutação nas sanguessugas, transformando-as em monstros.
Dirigido por Bernard L. Kowalski, mais lembrado pelo Western Macho Callahan (1970), O ataque das sanguessugas gigantes tem meros 62 minutos de duração. É a legítima produção rápida e rasteira. Porém, o roteiro escrito pelo também ator Leo Gordon, de Anjos do Inferno (Devil’s Angels - 1967), tem bons diálogos e adiciona tramas secundárias que valorizam bastante o filme. A voluptuosa Yvette Vickers e Bruno VeSota, como seu marido traído, tem as melhores atuações, oferecendo momentos cômicos e outros bastante trágicos. Por outro lado, o xerife interpretado por Ken Clark é completamente inexpressivo e mais parece um boneco.
Para os espectadores de hoje, o grande atrativo de O ataque das sanguessugas gigantes está na caracterização dos simpáticos monstros do título: as sanguessugas mutantes são claramente atores vestindo sacos plásticos pretos, com algumas ventosas coladas nas extremidades. Mesmo assim, elas protagonizam uma deliciosa cena de terror, quando se alimentam de suas vítimas ainda vivas em uma caverna submersa.
Bernard L. Kowalski foi um dos grandes diretores da TV americana, trabalhando em séries como Os intocáveis e Missão impossível. Em 1973 voltou ao Horror cinematográfico com outro clássico, O homem cobra (Sssssss), que tentava recriar o clima das produções da década de 50. O ataque das sanguessugas gigantes está disponível em DVD no Brasil em conjunto com A mulher vespa (The Wasp woman-1959).


Resenha publicada no livro Cemitério perdido dos Filmes B.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Lo ammazzo come un cane... ma lui rideva ancora (1972)



Lo ammazzo come un cane... ma lui rideva ancora (1972)
Death played a flute/ Requien for a bounty killer (EUA)
Vingança assassina (Brasil-VHS)
Direção: Angelo Pannacciò
Roteiro: Craig Marina e Angelo Pannaciò
Música: Daniele Patucchi
Com: Steven Tedd, Michael Forest, Remo Capitani, Chet Davis, Antonio Molino Rojo e Susanna Levi.


Um filme tão bizarro quanto obscuro. Do título original em italiano (cuja tradução é “Matei-o como um cão... mas ele ainda ria”) até os créditos finais, o que se vê é uma sucessão de violência, sexo e loucura, coroada com direção e produção precárias. Até mesmo o ator Michael Forest, que interpreta um dos protagonistas, admitiu em entrevista não lembrar de ter participado das filmagens.
Na trama criada pelo diretor Angelo Pannaciò, o fazendeiro Mike (Forest) tem sua mulher e filha estupradas e violentamente espancadas por um grupo de bandidos. Apenas a filha sobrevive, mas em estado de choque. Em busca de vingança, ele contrata o pistoleiro Kimble (Steven Tedd), sem saber que este estava presente durante o ataque a sua fazenda. Para Kimble seria um trabalho perfeito: ele receberia a recompensa matando os ex-companheiros e ainda ganharia o dinheiro oferecido por Mike. Mas ele não contava com um detalhe: a sobrevivente do massacre.
Apesar das péssimas condições nas quais “Lo ammazzo come un cane... ma lui rideva ancora” foi realizado, o filme chama a atenção pela estranheza que ele provoca no espectador. Logo nas cenas iniciais acontece o que talvez seja o estupro mais explícito mostrado no Spaghetti Western. Mais adiante, além das cenas de nudez, há ainda uma sugestão de sexo oral. A exploração destes temas era raríssima no gênero, e fazem a fama desta obra.
Sete anos após o lançamento de “Lo ammazzo come un cane... ma lui rideva ancora”, o diretor Pannacciò reeditou o filme, enxertando cenas de sexo explícito, e o lançou com o sugestivo título: “Porno erotico western”.
Disponível em VHS no Brasil com o título “Vingança assassina”.


E aproveitando o clima Weird Western, segue o convite para o lançamento de Sagas Vol. 2 Estranho Oeste, da Argonautas Editora.


domingo, 17 de abril de 2011

Rock'n'roll Horror!


Imagine se o "Rei" Elvis Presley saísse do túmulo e voltasse ao mundo dos vivos para tocar o bom e velho Rock'n'roll. Pois é exatamente essa a proposta do músico holandês Dead Elvis and His One Man Grave. Hoje (17/04) ele tocou aqui em Porto Alegre para uma grande platéia no Santander Cultural. Sua música é puro rock anos 50 em clima de Horror B. Visite a página de Dead Elvis no MySpace para curtir músicas como "Deadest Girl in Town", "Get Outta my Grave" e "Cold Heart of Mine". Imperdível!


segunda-feira, 28 de março de 2011

O “jeitinho” Corman de se fazer cinema:

Von Richthofen and Brown


A futura esposa do diretor Roger Corman, Julie Halloran, atuou como artilheiro em um dos aviões durante a cena do ataque quando faltou um ator na produção.


Enquanto os combates aéreos foram filmados na Irlanda durante duas semanas usando aviões antigos reais, as cenas de colisão foram gravadas na base Andrews Air Force em um único dia, usando modelos criados por um grupo de adolescentes hobbystas que Corman encontrou por acaso enquanto procurava por locações.


The Terror


Tendo terminado The Raven (1963), Roger Corman imediatamente começou a filmar The Terror com os mesmos cenários e os dois atores principais. Todas as cenas envolvendo Boris Karloff foram gravadas por Corman em quatro dias, mas o produto final, que foi amplamente improvisado, exigiu nove meses para ser completado, a mais longa produção da carreira de Corman.

Tales of Terror


Uma mistura de cola, glicerina, amido de milho e maquiagem foi aquecida e, em seguida, derramada sobre a cabeça de Vincent Price para dar a impressão de que seu rosto estava derretendo. A substância estava tão quente que Price só pôde suportá-la por alguns segundos.


Fall of the House of Usher


Roger Corman ficou sabendo que um velho celeiro em Orange County, CA, estava para ser demolido. Ele conseguiu com o proprietário um acordo que o permitiria queimar o celeiro durante a noite e filmá-lo. A filmagem resultante foi tão boa que foi usada não só no clímax do filme, mas, mais tarde, em outros filmes do “Ciclo Poe” também.


A paisagem sombria pela qual Mark Damon cavalga no início do filme foi gravada no local de um incêndio nas colinas de Hollywood. Roger Corman tinha ouvido falar do incêndio na rádio e foi para o lugar no dia seguinte com sua equipe para fazer as imagens de Damon.


Informações retiradas do site IMDB.

terça-feira, 15 de março de 2011

MOSTRA SPAGHETTI ZOMBIES - 1ª Edição

Um convite para a mostra de cinema Spaghetti Zombies, organizada pelo meu amigo Osvaldo Neto em Recife. Imperdível!

O popular cinema italiano dos anos 70 e 80 tem um espaço reservado no coração dos amantes do cinema de gênero. Nas duas décadas, os italianos nos brindaram com uma série de produções que aproveitaram a onda de sucessos do cinema americano como TUBARÃO, DESEJO DE MATAR, O PODEROSO CHEFÃO, ALIEN e outros, gerando pérolas como TENTÁCULOS, O VINGADOR ANÔNIMO, ROMA VIOLENTA e ALIEN - O MONSTRO ASSASSINO. George A. Romero já tinha feito uma revolução no cinema de terror quando lançou DESPERTAR DOS MORTOS nas telas de cinema do mundo inteiro, num filme resultante de uma parceria com ninguém menos que Dario Argento e com o grupo Goblin na trilha sonora. Como de besta os produtores da Itália não tinham nada, o sucesso de Romero fez nascer um filão responsável por alguns dos melhores e piores filmes de zumbis da história do cinema. O cinéfilo Osvaldo Neto, editor do blog Vá e Veja (http://www.vaeveja.com), em parceria com o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, Cineclube Dissenso e Ronald Perrone (blog Dementia 13, http://demmentia13.blogspot.com) apresenta a mostra SPAGHETTI ZOMBIES que trará alguns dos mais notórios títulos com produção e co-produção italiana ainda inéditos em DVD no Brasil. Além de contar com filmes de renomados diretores italianos, a Mostra também é uma chance do espectador conhecer o trabalho de técnicos geniais como Giannetto de Rossi e Sergio Stivaletti na maquiagem e efeitos especiais. Muito sangue, tensão, aventura e risadas esperam pela sua presença. A entrada é franca.

Filmes:

PELO AMOR E PELA MORTE (Dellamorte Dellamore, 1995) - Com direção de Michele Soavi (A Catedral, O Pássaro Sangrento), o filme conta a insolita história de Francesco Dellamorte (Rupert Everett) e seu assistente Gnaghi (François Hadji-Lazaro) que trabalham num cemitério onde os mortos voltam à vida na noite do dia em que foram sepultados. Certamente a obra-prima de Soavi, a produção desafia o espectador numa miscelânea de gêneros (comédia, romance, terror e suspense psicológico), envolta com boas doses de sexo, sangue e violência que forma um dos mais bizarros, surreais e originais filmes já feitos no cinema de terror. A beleza estonteante da atriz e modelo Anna Falchi é um dos destaques.

ZOMBIE 3 (1988) – Não há qualquer relação entre esse filme e ZOMBI 2, a não ser a presença de zumbis. Uma sessão para arrancar gargalhadas numa noite de segunda-feira, com a valorosa contribuição de Bruno Mattei (o Ed Wood italiano). O filme tem co-direção não creditada dele e Claudio Fragasso, que trabalhavam na segunda unidade. Desta vez, temos uma cabeça zumbi voadora e zumbis ninjas. O diretor Lucio Fulci, que deixou as filmagens por sofrer um infarto, é o nome que assina a produção. Ele deve ter sofrido outro quando assistiu ao filme.

A CASA DO CEMITÉRIO (Quella villa accanto al cimitero aka House by the Cemitery, 1981) - Outro Fulci, desta vez um verdadeiro. Um casal e seu filho se mudam para casa que dizem ser amaldiçoada. Estranhos acontecimentos cercam o casal e sua criança ao mesmo tempo que violentíssimos assassinatos são cometidos por um misterioso habitante do porão do lugar. Com elementos de O ILUMINADO e TERROR EM AMYTIVILLE, Lucio Fulci utiliza magistralmente o conceito clássico de casa assombrada, um tema tão caro ao cinema de terror. O sangue jorra em doses menores, mas o artesanato visual de Fulci é algo que nunca desaponta. Certamente, uma grande influência para Clive Barker e seu HELLRAISER. A péssima dublagem em inglês do garoto loirinho é uma atração à parte.

LET SLEEPING CORPSES LIE (1974) - Um dos melhores e mais subestimados filmes do subgênero. Lançado quatro anos antes de DESPERTAR DOS MORTOS, o filme de Jorge Grau (A Força do Diabo) é uma co-produção Itália e Espanha rodada na Inglaterra que esbanja atmosfera, suspense e criatividade. Na trama, os mortos saem da terra devido a radiação de uma máquina destinada ao combate de pragas agrícolas. A produção tem roteiro sem concessões e o veterano Arthur Kennedy em papel odioso. Lançado em VHS no Brasil como ZUMBI 3.

TERROR NAS TREVAS (E tu vivrai nel terrore - L'aldilà aka The Beyond, 1981) - Feiticeiro é assassinado dentro de um hotel nos anos 30. Lisa (Catriona McCall) herda o lugar sem saber que ele se trata de uma das sete portas do Inferno. Os fracos personagens e um roteiro cheio de furos não atrapalham na apreciação desta cultuada obra de Lucio Fulci. O resultado final deste filme de terror em estado puro se aproxima ao de um verdadeiro pesadelo filmado. Não assista esperando coerência narrativa.

BURIAL GROUND (Le notti del terrore, 1981) – Ao abrir uma cripta, arqueólogo reanima as criaturas que se dirigem a uma casa onde os personagens estão hospedados. Programaço para os fãs de tranqueiras. Dentre as cenas mais famosas (acredite, são muitas!), a mais comentada é a do garoto zumbi (interpretado por Peter Bark, um anão com 25 anos) que arranca um bico do seio da mãe a dentadas. Direção de Andrea Bianchi, do polêmico MALABIMBA.

Todos os filmes serão exibidos com legendas em português.

Sobre o organizador:

A maior parte da formação cinéfila de Osvaldo Neto não se deu no escurinho do cinema, mas no conforto do seu lar. Já era rato de locadora na adolescência, aproveitando como pôde o final dos anos 90, os últimos bons momentos do 'boom' da VHS. A programação da TV durante as madrugadas também era algo que o deixava curioso e foi através dela que assistiu a filmes que continuam fazendo parte de sua vida. Sempre chamou a atenção dos amigos e parentes pelo interesse em desbravar filmes empoeirados ao invés de se importar com os lançamentos e as grandes produções que entram em cartaz nos multiplexes. Hoje, Osvaldo edita o blog Vá e Veja, que tem focado em cinema de gênero independente e experimental de médio, baixo, paupérrimo e zero orçamento, com notícias, resenhas e entrevistas, além de escrever para o Radioactive Dreams (http://radioactivedream.blogspot.com/), dedicado a Albert Pyun, uma figura ilustre do cinema B, com colaborações para o coletivo Dia da Fúria (http://diadafuria.wordpress.com/) e o Boca do Inferno (http://www.bocadoinferno.com/), considerado o melhor site de terror, ficção e fantasia da América Latina. Em 2010, ele teve duas críticas de estréias publicadas na Folha de Pernambuco: Zumbilândia e Piranha 3D, filmes que dialogam com o seu gosto, tido como um dos mais excêntricos e interessantes da blogosfera brasileira.

Contato: (81) 9426.9180
vaeveja@gmail.com

Cinema da Fundação Joaquim Nabuco
Rua Henrique Dias, 609, Derby - Recife/PE Fones: (81) 3073.6688, (81) 3073.6689

segunda-feira, 7 de março de 2011

Spoilers!

1- O que você está assistindo?
2- Cidadão Kane.
3- Eu já assisti umas dez vezes.
4- Esta é a primeira vez que estou assistindo...
5- "Rosebud" era o trenó dele!
6- AAUGH!!!!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Minha participação no "Spaghettis de minha vida":

O fantástico blog Por um punhado de Euros publica a minha participação na série "Os Spaghettis de minha vida".

Obrigado aos amigos Pedro Pereira e Emanuel Neto pelo convite! Adorei participar do Por um punhado de Euros com o meu TOP 10 do Spaghetti Western.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Bando Selvagem vai ao paraíso...

La Golondrina

A donde ira
veloz y fatigada
la golondrina
que de aqui se va
por si en el viento
se hallara extraviada
buscando abrigo
y no lo encontrara.

Junto a mi lecho
le pondré su nido
en donde pueda
la estación pasar
también yo estoy
en la región perdido
OH Cielo Santo!
y sin poder volar.

Deje también
mi patria idolatrada
esa mansión
que me miró nacer
mi vida es hoy
errante y angustida
y ya no puedo
a mi mansión volver.

Ave querida
amada peregrina
mi corazón
al tuyo acercare
voy recordando
tierna golondrina
recordare
mi patria y llorare.



Versão do filme:
¿A dónde ira?. Veloz y fatigada la golondrina que de aquí se va . ¿ a dónde irá?, buscando abrigo y no lo encontrará. Oh! cielo santo y sin poder volar. Junto a mi pecho le pondría yo su nido en donde pueda la estación pasar. También yo estoy en la región perdida .Oh! cielo santo y sin poder volar.

Peckinpah no DIA DA FÚRIA.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Tura Satana (1938-2011)


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Glauber, Corbucci e Pratt

Momento Glauber Rocha na HQ do Corto Maltese
Corto Maltese em momento Franco Nero

Grande Hugo Pratt. Poucos artistas souberam transpor tão bem suas influências para os Quadrinhos. Nas obras de Pratt, convive com perfeição a herança de nomes como Stevenson, Conrad, Salgari e tantos outros. No caso acima, o álbum Sob o signo de Capricórnio, vemos ainda que o cinema também teve grande impacto em Pratt, que homenageou Glauber Rocha e o Spaghetti Western na mesma história. Bravo!

Voltei...




sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Boas festas e até o ano que vem!


Olá, amigos! Vou fazer um pequeno recesso de fim de ano. Espero reencontrá-los em 2011. Muito obrigado por acompanharem o B Movie Blues neste ano! Boas Festas e até breve...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Novo blog!


Recomendo uma visita ao novo blog do meu amigo Cayman Moreira: http://caymanartalpharrabyos.blogspot.com/ Não percam!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ciakmull - L'uomo della vendetta (1970)


Ciakmull - L'uomo della vendetta (1970)
Chuck Mool/ The unholy four (EUA)
Ciackmull – O homem da Vingança (Brasil – VHS)
Direção: Enzo Barboni
Roteiro: Franco Rossetti e Mario Di Nardo
Música: Riz Ortolani
Com: Leonard Mann, Woody Strode, Peter Martell, George Eastman, Helmuth Schneider, Ida Galli e Dino Strano.


Enzo Barboni já era um consagrado diretor de fotografia quando fez sua estréia na direção em 1970 com “Ciakmull - L'uomo della vendetta”. Ainda no mesmo ano ele alcançaria enorme sucesso com “Meu nome é Trinity”, um dos mais bem sucedidos filmes do gênero. Este fenômeno estrelado por Terence Hill e Bud Spencer o marcou como diretor de comédias para o resto de sua carreira. “Ciackmull”, porém, não poderia ser mais diferente das obras que imortalizaram Barboni. Um filme sombrio, trágico e violento, lembrando mais o estilo de Sergio Corbucci (para quem Barboni fotografou “Django” e “Os cruéis”).

Durante um assalto, o hospício da cidade é incendiado para distrair a polícia e os demais habitantes. Quatro internos conseguem escapar: Hondo (Eastman), Silver (Martell), Woody (Strode) e um jovem sem memória (Mann). Durante a fuga ele é reconhecido por um dos bandidos como Chuck Mool (Ciakmull na versão italiana), um temido pistoleiro. Os quatro decidem investigar, Mool para redescobrir o seu passado e os outros para tentar levantar algum dinheiro. Chegando a cidade em que Chuck Moll vivia, eles encontram duas famílias rivais lutando pelo poder. Uma delas é liderada pelo pai de Chuck e a outra vai tentar se aproveitar da perda de memória do pistoleiro para colocá-lo contra sua própria família.

Protagonizado por um quarteto memorável, “Ciakmull - L'uomo della vendetta” é um belo trabalho de Enzo Barboni na direção (aqui com seu pseudônimo E. B. Clucher). As cenas de ação são violentas e realistas, com destaque para a impressionante fuga do hospício em chamas no início da trama. O visual sombrio de inverno tem belas paisagens e acentua o caráter melancólico da história. Segundo o diretor, a comicidade já deveria estar presente em seu primeiro trabalho, mas os produtores preferiram investir no estilo mais dramático que estava em voga no fim da década de 1960. Em um raro momento bem humorado no filme, Barboni começa a sua obsessão por cenas que mostram os heróis comendo pratos de feijão avidamente, antecipando a antológica seqüência inicial de “Meu nome é Trinity”.

“Ciakmull” vai ser uma verdadeira surpresa para os apreciadores da obra de Enzo Barboni além de agradar em cheio aos que preferem Westerns mais sérios e dramáticos. Disponível em VHS no Brasil como “Ciackmull – O homem da vingança”.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Adeus, Ingrid Pitt

Depois de Roy Ward Baker, foi a vez da grande vampira nos deixar... Ingrid Pitt (1937- 2010)



Carmilla / Os amantes vampiros
(Inglaterra / EUA - 1970)
The vampire lovers
Diretor: Roy Ward Baker
Roteiro: Harry Fine, Tudor Gates, Michael Style
Com: Ingrid Pitt, Madeline Smith, Kate O'Mara, Peter Cushing, George Cole, Ferdy Mayne, Douglas Wilmer, Dawn Addams, Jon Finch, Pippa Steel, John Forbes-Robertson
Cor; 91 minutos

A virada da década de 1960 para 1970 não parecia promissora para a Hammer Films. Uma revolução proporcionada através da última década por diretores como Herschell Gordon Lewis e George A. Romero mudara o gosto das platéias, que passaram a ver o Horror Gótico como antiquado e decadente. Perdendo público de forma dramática, a Hammer precisava inovar. Baseado na célebre novela Carmilla, de Sheridan Le Fanu, veio The vampire lovers (1970), produção que investia em doses cavalares de erotismo. As muitas insinuações de lesbianismo presentes nos escritos de Le Fanu transformaram-se em lesbianismo explícito no filme dirigido por Roy Ward Baker, o que causou enorme sensação devido à sua ousadia e ao elenco feminino repleto de beldades, a começar pela atriz polonesa Ingrid Pitt.
Situada na Europa central durante o início do século XIX, a trama acompanha a vampira Mircalla Karnstein (Ingrid Pitt) em sua busca por sangue. Uma misteriosa condessa apresenta Mircalla à sociedade, possibilitando o encontro da vampira com as jovens filhas dos nobres da região. Usando nomes diferentes em cada lugar, como Marcilla e Carmilla, ela seduz e mata várias moças. O general Von Spielsdorf (Peter Cushing), pai de uma das vítimas, começa a desconfiar de Mircalla, e busca a ajuda de um velho inimigo dos Karnstein, o barão Hartog (Douglas Wilmer). Em pouco tempo eles estão convencidos de que lidam com uma criatura maligna, que deve ser exterminada.
Roy Ward Baker já era um diretor veterano e gostava de temas polêmicos, como pode ser visto em História de um homem mau (The singer, not the song – 1961), que mostrava o romance entre um padre e uma jovem e a atração homossexual entre o mesmo padre e um bandido. Seus primeiros trabalhos com a Hammer não tiveram grande êxito comercial, apesar da alta qualidade. Com The vampire lovers, Baker salvou a produtora da ruína oferecendo uma nova fórmula, batizada maliciosamente pela imprensa como “peitos e dentes”. Talentoso, não deixou de dar uma aparência mais artística mesmo às cenas apelativas. A bela fotografia e a direção de arte que une perfeitamente o luxo ao macabro (o castelo Karnstein é impressionante) emolduram a trama, proporcionando seqüências deslumbrantes.
Mesmo com estas qualidades técnicas, não há dúvidas de que o filme mais famoso de Roy Ward Baker tenha entrado para a história devido ao seu conteúdo controverso. As cenas entre Ingrid Pitt e Madeline Smith possuem alto teor homo-erótico, até mesmo para os padrões atuais. E as belas eram também boas atrizes, com desempenhos bastante convincentes. Ingrid Pitt parece bem mais velha do que sua personagem deveria ser, mas isso não chega a prejudicar. Mircalla é mostrada como uma predadora fria e sagaz, usando a sensualidade como principal arma. Com a história focada nas mulheres, Peter Cushing tem pouco tempo em cena.
O grande sucesso de The vampire lovers deu origem a duas continuações: Lust for a vampire (Luxúria de vampiros - 1971) e Twins of evil (As filhas de Dracula - 1972), que ficaram conhecidas como “Trilogia Karnstein”. Fora isso, várias imitações surgiram pela Europa e Estados Unidos. As vampiras lésbicas eram garantia de sucesso e praticamente formaram um subgênero do cinema de Horror nos anos 1970. Outros exemplos desta safra são Les lèvres rouges (Escravas do desejo – 1971) e Il plenilunio delle vergine (O castelo do Dracula - 1973). The vampire lovers foi exibido nos cinemas brasileiros com o correto título Os amantes vampiros. A edição em DVD está disponível como Carmilla, a vampira de Karnstein.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Lançamento em SP

Espero por vocês! Grande abraço!
Sagas Vol. 1 no Jedicon 2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Mortos vivos no Dia da Fúria

Dando início ao ciclo George A. Romero no blog O Dia da Fúria, o meu texto sobre "A noite dos mortos vivos".

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A chegada dos Argonautas


Olá, amigos! É com muito prazer que eu apresento o meu novo projeto em parceria com o também escritor Duda Falcão: ARGONAUTAS EDITORA. Uma editora voltada à Literatura Fantástica.

Visitem o nosso site: http://www.argonautaseditora.com/

Em breve, o nosso primeiro lançamento:

Sagas Vol. I – Espada e Magia (Lançamento nacional dia 20 de Novembro em São Paulo - Aguardem!)
Autores: Cesar Alcázar (esse sou eu, é o meu pseudônimo para ficção), Duda Falcão, Georgette Silen e Rober Pinheiro.
ISBN 978-85-64076-00-6
Brochura 12 x 18 cm
1ª Edição – 2010
144 páginas
Prefácio de ROBERTO DE SOUSA CAUSO.
Ilustração de capa: NATHAN THOMAS MILLINER

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Força diabólica


(EUA - 1959)
The tingler
Diretor: William Castle
Roteiro: Robb White
Com: Vincent Price, Judith Evelyn, Darryl Hickman, Patricia Cutts, Pamela Lincoln, Philip Coolidge
P&B; 82 minutos


ESTA RESENHA FAZ PARTE DO LIVRO "CEMITÉRIO PERDIDO DOS FILMES B"

De todas as figuras folclóricas do cinema B, o diretor e produtor William Castle é uma das mais lendárias. Famoso por ser pioneiro em proporcionar a interação entre filme e platéia, Castle criou divertidíssimas estratégias de marketing que imortalizaram sua obra. Começou a trabalhar muito cedo no mundo do espetáculo, foi colega de Orson Welles no rádio e, anos mais, tarde trabalhou novamente com ele como diretor de segunda unidade no clássico A dama de Xangai (The Lady from Shanghai – 1948). Castle já possuía uma extensa filmografia na direção quando veio a virada em sua carreira com o filme Macabre (1958), em cujas sessões eram distribuídas apólices de seguro de vida caso algum espectador morresse de medo durante a projeção. O golpe publicitário deu certo e em seguida apareceu A casa dos maus espíritos (House on Haunted Hill - 1959), estrelado pelo grande Vincent Price, no qual um esqueleto fosforescente sobrevoava a platéia em algumas cenas. No mesmo ano, William Castle dirigiu seu melhor filme, The Tingler, que também tinha Vincent Price à frente do elenco.
The Tingler apresenta um notável progresso em relação aos trabalhos anteriores de Castle. Além da produção aprimorada, o diretor desenvolveu melhor o suspense e foi eficiente na criação de um clima assustador sem recorrer aos truques baratos vistos em House on Haunted Hill. A fotografia em preto e branco é excelente e contém uma fantástica cena com adição da cor vermelha mostrando uma banheira cheia de sangue. Este estranho momento de alucinação também representou a primeira descrição dos efeitos do LSD em um filme.
Robb White, habitual colaborador de Castle, escreveu o roteiro que conta a história do patologista Dr. Warren Chapin (Vincent Price), que descobre a causa do arrepio na espinha que sentimos quando temos medo. O responsável por essa desagradável sensação é um parasita que tem a forma semelhante a uma lagosta. Felizmente, gritos são capazes de desintegrar a criatura e por isso é tão difícil encontrar um espécime. O dono de um cinema (Philip Coolidge) fica sabendo da teoria através do Dr. Warren e decide assassinar a própria esposa surda muda (Judith Evelyn) aterrorizando-a até a morte. Para isso, o homem usa uma fantasia macabra e uma dose de LSD. Como a mulher era incapaz de gritar, a criatura em sua espinha sobrevive e é retirada pelo Dr. Warren durante a autópsia. O monstrinho batizado de “Tingler” (do inglês “tingle” = tremer, formigar) escapa e causa pânico.
Para a promoção de The Tingler, Castle criou o “Percepto”, um pequeno aparelho que emitia um forte zumbido acoplado aos acentos das salas de exibição, assustando o espectador. Tudo acontecia quando o monstrinho Tingler escapava para um cinema durante os minutos finais do filme. A tela ficava branca e a voz de Vincent Price anunciava “O Tingler está à solta neste teatro! Gritem! Gritem por suas vidas!”. Esta era a deixa para o projecionista ativar o “Percepto”, causando uma grande gritaria no cinema.
William Castle continuou realizando filmes com sua publicidade sensacionalista, sempre oferecendo acessórios promocionais exóticos para os espectadores. No caso de Mr. Sardonicus (1961), por exemplo, o público podia inclusive votar durante a exibição para decidir o destino do personagem principal. Com o passar do tempo, estes recursos perderam o fascínio e logo Castle foi desaconselhado a continuar com esta marca registrada. Um de seus últimos trabalhos foi como produtor de O bebê de Rosemary (Rosemary's baby - 1968). Castle foi homenageado no filme Matiné – Uma sessão muito louca (Matinee - 1993), de Joe Dante, que conta a história de um excêntrico cineasta, vivido por John Goodman, que agita a vida de uma cidadezinha do interior americano. The Tingler foi lançado em DVD no Brasil com o título Força diabólica.